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Anthropic corta até 90% do preço por token com o Claude Haiku 5.5; na prática, a conta cai uns 75%

O menor modelo da Anthropic ficou mais barato e melhor em código. Mas a economia real é menor que o número da vitrine.

IA Por Redação Pixel News Publicado em 3 min de leitura
grou de origami feito de luz voando sobre etiquetas de preço que encolhem e viram pixelsFoto: TechCrunch / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A Anthropic lançou em 7 de outubro o Claude Haiku 5.5, o menor e mais barato modelo da família Claude, com um corte de preço que chama atenção de qualquer empresa que usa IA em grande volume.

Os preços

| Modelo | Entrada (por milhão de tokens) | Saída (por milhão de tokens) | | --- | --- | --- | | Haiku 4.5 | US$ 1,00 | US$ 5,00 | | Haiku 5.5 (pedidos até 100 mil tokens) | US$ 0,10 | US$ 0,50 | | Haiku 5.5 (pedidos acima de 100 mil tokens) | US$ 0,50 | US$ 2,50 |

Segundo a Anthropic, a faixa mais barata, de pedidos até 100 mil tokens, cobre cerca de 90% dos pedidos que eram feitos ao Haiku anterior. No mesmo anúncio, o preço de leitura de cache do Claude Sonnet 5.5 caiu de US$ 0,20 para US$ 0,10 por milhão de tokens.

A pegadinha do tokenizador

Antes de comemorar os 90% de desconto, vale entender um detalhe. Um token é o pedaço de texto que o modelo usa para contar e cobrar. O Haiku 5.5 usa o tokenizador que estreou no Claude 4.7, que transforma o mesmo texto em cerca de 30% mais tokens.

Na prática: o preço por token caiu uns 90%, mas o mesmo texto agora gera mais tokens. Por isso, a economia real fica perto de 75%, segundo as estimativas divulgadas na cobertura do lançamento. Ainda é muito, só não é 90%.

O que mais mudou

  • Contexto de até 1 milhão de tokens e respostas de até 128 mil tokens.
  • Níveis de esforço ajustáveis, pela primeira vez num Haiku: o desenvolvedor escolhe se o modelo deve "pensar" mais ou menos em cada tarefa, trocando custo por capacidade.
  • Uso de computador e navegador, em versão beta nos kits de desenvolvimento em Python e TypeScript.

O salto nos testes

No OSWorld 2.1, um teste que mede a capacidade de usar um computador, o Haiku 5.5 marcou 72,4%, contra 15,7% do Haiku 4.5, segundo a própria Anthropic. Números divulgados pela empresa não garantem o mesmo desempenho em qualquer uso, mas o salto é grande.

Para que serve

A Anthropic mira tarefas de alto volume, em que velocidade e custo pesam mais do que o máximo de inteligência:

  • Classificar e resumir grandes quantidades de texto.
  • Funcionar como subagente, cuidando de partes simples de tarefas maiores.
  • Navegar em sites e automatizar tarefas repetitivas.

Onde está disponível

Na API da Anthropic (com o nome claude-haiku-5-5), no Claude Code, na Amazon Bedrock, no Google Cloud, na Microsoft Foundry e nos apps do Claude.

Por que importa

A briga entre as empresas de IA está cada vez mais no preço dos modelos menores, que fazem o trabalho pesado do dia a dia. Um corte desse tamanho pressiona a concorrência e torna viáveis aplicações que antes saíam caras demais.

Fontes

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