Binance sofre o maior roubo de criptomoedas da história: US$ 6,3 bilhões em cerca de 20 minutos
Hackers invadiram o sistema que assina as transações da corretora e esvaziaram carteiras. O FBI culpa um grupo ligado à Coreia do Norte. A Binance diz que já repôs 95% e que o cliente não perde.
Imagem: vídeo oficial da Binance✓ O que sabemos
- Ataque começou na noite de 29 de outubro (horário de Greenwich) e levou cerca de 20 minutos
- Cerca de US$ 3 bilhões em stablecoins foram congelados pelas emissoras
- Saques foram reabertos em fases a partir de 1º de novembro
? O que ainda é rumor
- Quanto do dinheiro roubado ainda pode ser recuperado
A Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, sofreu o maior roubo de criptoativos da história. Na noite de 29 de outubro, hackers drenaram cerca de US$ 6,3 bilhões de carteiras que a empresa usa para processar as transações dos clientes. Segundo a empresa de análise de blockchain TRM Labs, os invasores comprometeram a infraestrutura que assina as transações da corretora e usaram esse acesso para dar ordens que esvaziaram as carteiras. A maior parte do roubo aconteceu em cerca de 20 minutos. A Binance chegou a suspeitar de um notebook comprometido, mas a investigação encontrou outros pontos de invasão.
A Binance não apontou culpados, mas o FBI atribuiu o ataque ao grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte. Empresas de segurança já tinham notado semelhanças com o roubo de US$ 1,5 bilhão da corretora Bybit, em 2025, que o FBI também ligou ao país. O governo norte-coreano rejeitou as conclusões, como costuma fazer nesses casos.
E o dinheiro dos clientes?
Uma parte importante do que foi levado eram stablecoins, moedas digitais atreladas ao dólar. As empresas que emitem essas moedas, como Tether e Circle, conseguiram congelar cerca de US$ 3 bilhões direto na blockchain, o que impede os ladrões de usar esse dinheiro, embora não signifique que ele já voltou para a Binance. Outra parte, em bitcoin e ether, ficou fora de alcance.
O copresidente executivo Richard Teng disse que as perdas seriam cobertas pelo fundo de proteção da corretora, que guarda cerca de US$ 1 bilhão em bitcoin para casos assim, e por recursos da própria empresa. Em atualização de 2 de novembro, a Binance afirmou que já tinha reposto cerca de 95% dos ativos afetados. Os 5% restantes são criptomoedas com menos liquidez, que demoram mais para ser compradas no mercado.
Mesmo com a promessa, muita gente preferiu não esperar para ver. Os saques foram reabertos em fases a partir de 1º de novembro e, até o dia 2, as retiradas líquidas chegaram a cerca de US$ 4,7 bilhões, perto de 3% de tudo o que fica guardado na plataforma. Na terça, Teng disse que as entradas e saídas já estavam praticamente normalizadas.
O caso reacende uma discussão antiga no mundo cripto: deixar moedas em uma corretora é prático, mas significa confiar a guarda a terceiros. Quem prefere controle total costuma usar carteiras próprias, que exigem mais cuidado com senhas e chaves. E você, deixaria seu dinheiro numa corretora depois disso? Vamos atualizar esta matéria se houver novidades sobre a recuperação dos valores.
Fontes
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Imagem: cinemática oficial de PUBG: Battlegrounds (Krafton)Notícia rápida também no Instagram: Reels, carrosséis e bastidores.
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