Vivo liga celular direto no satélite da Starlink: grátis por 12 meses, com WhatsApp e até chamada de voz
O Vivo Satélite entra sozinho quando acaba o sinal da rede comum. Precisa de céu aberto e não serve para emergência.
Imagem: SpaceX (lançamento de satélites Starlink)✓ O que sabemos
- Lançado em 26/10/2026, com cobertura em todo o país
- Gratuito para pessoa física até 25/10/2027; empresas até 26/01/2027
- Exige céu aberto, celular 4G ou 5G compatível e roaming de dados ativado
? O que ainda é rumor
- Quanto vai custar depois do período gratuito
A Vivo lançou o Vivo Satélite, em parceria com a Starlink, da SpaceX. O serviço conecta o celular diretamente aos satélites de órbita baixa, sem antena e sem aparelho extra, sempre que você fica sem cobertura da rede comum. Na prática, os satélites funcionam como uma torre de celular no espaço: quando o seu telefone perde o sinal da rede terrestre, ele procura sozinho o sinal do satélite e se conecta, e quando o sinal comum volta, ele volta para a rede normal. Você não precisa fazer nada.
O serviço é gratuito para pessoa física até 25 de outubro de 2027, e para empresas até 26 de janeiro de 2027. Depois disso, será possível contratar uma oferta paga, com preço ainda não divulgado. Têm direito os clientes em planos pós-pagos, em planos Controle com franquia de 10 GB ou mais (há algumas exceções) e em planos pré-pagos com recarga a partir de R$ 30.
O que funciona e o que não funciona
Pelo satélite, dá para usar o WhatsApp, com mensagens, áudios, fotos, vídeos e até chamadas de voz. Também funcionam SMS, MMS, RCS, iMessage, Google Mensagens, Google Maps, Apple Maps e o aplicativo da Vivo. O que não funciona é a internet comum: outros aplicativos e links externos podem ficar bloqueados, e videochamadas não são possíveis. Isso acontece porque o satélite fica a centenas de quilômetros de altura e atende muita gente ao mesmo tempo, com uma capacidade bem menor que a de uma torre de celular, então o serviço prioriza mensagens e voz.
O ponto mais importante é o de segurança: o Vivo Satélite não completa ligações para números de emergência e não recebe os alertas da Defesa Civil. A própria Vivo avisa que ele não deve ser o principal meio de comunicação numa emergência. Ele ajuda muito a avisar que você chegou bem ou a pedir ajuda a alguém conhecido, mas não substitui os canais oficiais de socorro.
O que você precisa para usar
São três condições. A primeira é ter um celular compatível com 4G ou 5G. A segunda é deixar o roaming de dados ativado nas configurações do aparelho. A terceira é estar em área aberta, com o céu visível, porque dentro de casa, em túneis ou em mata fechada o sinal do satélite não chega. No iPhone, o suporte chega com uma atualização do iOS.
Onde isso faz diferença de verdade é nos lugares em que a rede comum não chega: estradas do interior, sítios e fazendas, trilhas, praias mais isoladas e regiões remotas do país. Serviços parecidos já existem lá fora, como o da operadora T-Mobile com a Starlink, nos Estados Unidos, desde 2025. O iPhone também tem há alguns anos um recurso de SOS por satélite, mas focado só em emergências. A diferença do Vivo Satélite é funcionar com aplicativos do dia a dia, como o WhatsApp, e de graça durante o primeiro ano.
Fontes
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