Lula é reeleito com 51,8% dos votos: o que o plano de governo prevê para games, IA e internet
Lula venceu Flávio Bolsonaro no 2º turno. Veja o que o plano dele diz sobre as áreas que a Pixel News cobre.
Foto: Dasfour2022 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)✓ O que sabemos
- Resultado oficial do TSE: 51,79% para Lula e 48,21% para Flávio
- Foi a primeira vez que o segundo colocado do 1º turno venceu o 2º
? O que ainda é rumor
- Plano de governo é intenção: a maior parte das medidas depende do Congresso
Lula (PT) foi reeleito presidente no 2º turno, em 25 de outubro, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL). Foi a primeira vez que o candidato que ficou em segundo lugar no 1º turno venceu a disputa. A Pixel News não apoia candidato. Nesta matéria, a gente explica o que o plano de governo de Lula prevê para as áreas que cobrimos: games, inteligência artificial, data centers, redes sociais e streaming. Vale lembrar que plano de governo é intenção, e que boa parte das medidas depende do Congresso.
Games e inteligência artificial
Nos games, o plano trata o setor como indústria estratégica, e o ponto de partida já existe. O Marco Legal dos Games, sancionado em 2024, foi regulamentado em outubro de 2026. Ele define o que é jogo eletrônico, dá segurança jurídica aos estúdios e permite usar incentivos à cultura e à inovação. A plataforma Game Brasil reúne informações para o setor, o Ministério da Ciência e Tecnologia prevê editais de apoio a estúdios, e há planos de novos cursos superiores na área. Para quem joga, o efeito esperado é de médio prazo: mais estúdios e jogos brasileiros e mais empregos no setor. O plano não traz nenhuma medida concreta sobre preço de jogos ou de consoles.
Na inteligência artificial, as propostas são de regulação. O plano fala em regulamentar a IA no país, criar um Centro Nacional de Transparência Algorítmica, exigir a identificação de conteúdo feito por IA, como imagens e vídeos, e fazer as plataformas pagarem pelo uso de conteúdo brasileiro no treinamento de sistemas de IA. Se essas regras forem aprovadas, redes e aplicativos podem ser obrigados a marcar o que foi criado por IA, o que ajudaria a identificar deepfakes. Sobre data centers, o plano defende atrair esses investimentos com contrapartidas, como o uso de energia limpa e a criação de capacidade nacional de computação. O Brasil tem energia renovável de sobra, o que o torna atraente para empresas de IA, mas o tema também envolve o consumo de energia e de água.
Redes sociais e streaming
Para as redes sociais, a proposta é regular as plataformas para combater a desinformação e o discurso de ódio, e aprimorar o ECA Digital, com regras de tempo de tela por faixa etária e regras específicas para plataformas de jogos usadas por crianças. Na prática, jogos e redes com público infantil podem ter novas exigências, como verificação de idade e controles para os pais. No streaming e no cinema, a meta é aprovar uma regulamentação do streaming, que pode incluir cobrar das plataformas para financiar a produção nacional, e manter a política para o audiovisual, incluindo a cota de tela, que obriga os cinemas a exibirem filmes brasileiros.
Quase tudo isso depende do Congresso. Regular IA, redes sociais e streaming exige lei aprovada por deputados e senadores, e a exceção é justamente o Marco Legal dos Games, que já é lei e agora está regulamentado. Por isso, a pergunta mais importante dos próximos meses é qual vai ser a relação do governo com o novo Congresso. O comparativo completo entre as propostas dos dois candidatos, lado a lado e em ordem alfabética, está na nossa matéria do 2º turno.
Fontes
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Imagem: SpaceX (lançamento de satélites Starlink)Notícia rápida também no Instagram: Reels, carrosséis e bastidores.
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